quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Palo Alto Reserva 2007



Um vinho realmente notável, na minha opinião. Elegante e verdadeiramente equilibrada.
Trata-se de um corte de Cabernet Sauvignon, Camerère e Syrah, produzidas no Maulle Valley, no Chile, em propriedade da gigante Concha y Toro.
Já começou a me encantar pela aparência. Possui uma coloração intensa, com bordas estreitas e reflexos violáceos. Lágrimas rápidas tingindo a taça. Aroma frutado, com toques de couro, café e especiarias. Paladar suave sem grande presença de taninos, com retrogosto persistente e, em minha opinião, melhorou após mais ou menos 30 minutos de aeração. Sem presença forte de madeira. Sem dúvida, na faixa de preços dos R$ 30,00, apresentou-se para mim como o top list das opções disponíveis. No entanto, esse rótulo anda cada vez mais difícil de ser encontrado no Nordeste, infelizmente. Adquiri pela internet, mas a depender do custo do frete, pode valer muito a pena.

Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2007

Um vinho simples e que, se não chega a ser caro, também poderia ser um pouco mais barato, considerando ser um produto nacional, produzido por cooperativa vinícola etc.
Não faz feio, mas em minha opinião, falta um pouco mais de corpo e possui um leve amargor no seu retrogosto, o que de modo algum o prejudica. Coloração de um rubi intenso com bordas quase imperceptíveis, denontando a sua jovialidade. Destaca-se, até um pouco mais do que deveria, o aroma do carvalho, que deveria apenas dar um toque. Ainda assim, com um pouco de boa vontade, é possível perceber um leve aroma de coco e de fumo. No paladar, um tanto quanto insípido, mas razoável para acompanhar carnes vermelhas e molhos não muito fortes. Sobretudo um vinho para o dia-a-dia, embora não seja o meu preferido.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

La Mascota Cabernet Sauvignon 2006


Vinho argentino da Bodega Santa Ana. Não tive muita sorte, pois a rolha parece que estragou rápido demais, provavelmente foi conservado em condições inadequadas. Também já estava com um leve gosto de rolha, defeito da garrafa (bouchoné). Desse modo, fico devendo os comentários sobre esse vinho, assim q eu abrir uma garrafa sem defeitos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Casilleiro del Diablo Camerère 2007

Este vinho adquiriu um bom conceito dentre os chilenos, tem sido objeto de grandes investimentos em publicidade e atualmente vem alcançando preços especulativos. Há mais ou menso cinco anos eu vinha adquirindo-o pela justa quantia de R$ 28,00. Atualmente, alcança cifras superiores a R$ 40,00. Assim é a lei do mercado. De fato é um vinho certinho e muito agradável de tomar, sobretudo os vinhos desta safra de 2007. Na minha concepção, hoje, mais ou menos 03 anos após, está perfeito. Possui taninos e acidez controlada. Muitas lágrimas e coloração de um vermelho intenso, além de um bom corpo. Ao paladar, não foge às características do camernère, com um cheiro inebriante de frutas vermelhas. Mas o que é distintivo é o seu cheiro de erva torrada e algo que lembra chocolate ao longe. No paladar, madeira ao fundo. De fato, um vinho muito bem feito e, se considerado em uma faixa de preços até mais ou menos os R$ 35,00, com raríssimos concorrentes.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Adega do Vale Syrah 2003

Já havia comentado aqui um vinho desses da safra de 2006, consumido com apenas 03 anos de idade, que havia muito me agradado. Este 2003, porém, como 06 anos de envelhecimento é verdadeiramente intragável. Não possui nenhum efeito aparente à visão, com coloração rubi com bordas atijoladas denotando o envelhecimento, lágrimas poucas e lentas, e olfato de frutas vermelhas em compota. O seu defeito, porém, é um amargor verdadeiramente forte ao final, que desequilibra todo o conjunto. Sinceramente, não vale a pena, embora eu aconselhe ainda outras garrafas de safras mais recentes.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Miolo Terranova Shiraz 2006

Nada mal esse vinho da Miolo produzido no Vale do São Francisco. É um vinho bastante simples, mas certinho. Na minha opinião, o seu ponto forte é o encantador aroma, aliás, como todo shiraz que se preza. Notadamente possui aroma de especiarias e, ao longe, um toque de madeira. No copo, coloração escura também encantadora com reflexos violáceos. Taninos ainda presentes, mas não chega a desequilibrar o conjunto. Corpo médio e boa formação de lágrimas, tingindo levemente o copo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Trapiche Pinot Noir 2007



Fraco, fraco...Mas infelizmente já existe até um consenso de que não se pode esperar tanto de um pinot noir a preços módicos. Este custou R$ 18,00. Álcool excessivo. Coloração rubi clara, corpo muito fraco, aroma lembrando geléia de framboesa, taninos fracos e acidez equilibrada. Mas um retrogosto marcado pelo amargor.