domingo, 9 de agosto de 2009

Botticelli Tannat 2008


Vinho produzido no Vale do São Francisco, que vem recebendo fortes investimentos na vitivinicultura. Já comentamos aqui outro vinho da mesma região, o Adega do Vale. Em minha opinião, este Botticelli ainda não está pronto para beber. Precisaria aguardar algum tempo antes que fosse consumido, pois se apresenta ainda muito fechado. Possui um bom corpo, coloração de um vermelho intenso denotando a sua jovialidade, aroma pouco desenvolvido e muito tímidos tendendo para o frutado com toques herbáceos. Mas seu grande defeito está nos taninos, muito fortes ainda e desequlibrando todo o vinho. Com o tempo pode parecer menos agressivo. De todo modo, é um vinho inserido em uma faixa de preço (até R$ 15,00) em que é difícil encontrar boa qualidade na produção nacional. Apenas considerando as ressalvas acima, justiça seja feita: sinceramente eu acho que é um vinho que vale a pena nessa faixa de preços.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fortaleza do Seival - Pinot Noir - 2008


Continuo na busca por um pinot noir que ofereça um bom custo benefício, uma vez que não é todo dia que se pode tomar um grand crus de Borgonha, variedade que se utiliza bastante dessa cepa. Mas ainda não foi com esse vinho, o Fortaleza do Seival, que consegui atingir tal intento. Gosto muito dos pinot noirs e tenho sido conquistado por esse rótulo da Miolo, que vem produzido bons vinhos. Mas taí o seu ponto fraco: um vinho de corpo magro, aromas fracos e o que é pior, um gosto retrogosto muito amargo. De todo modo, acho q é um vinho muito novo. Não comprarei outras garrafas por enquanto, mas as outras que eu adquiri vão esperar mais um pouco na minha adega. De todo modo, espero que a Miolo continue tentando melhorar esse vinho, para felicidade dos apaixonados por essa cepa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Monte Toscanini Reserva Familiar - Tannat - 2007


Cada vez mais me revelo apaixonado por essa cepa. A tannat, cepa originalmente usada na vitivinicultura francesa, mas muito bem adaptada no Uruguay e, mais recentemente, explorada no Brasil (inclusive no Vale do São Francisco), cada lugar agregando características próprias ao vinho. Embora eu tenha provado vinhos muito bons dessa variedade e outros...nem tanto, o fato é que tal cepa dá origem a vinhos de grande personalidade e potencial de envelhecimento. Esse Monte Toscanini é um produzido no Uruguay sem muitas pompas e investimentos como tem ocorrido com muitos exemplos chilenos, mas é, em minha opinião, um bom produto a um preço justo. Coloração de um vermelho intenso, até pelo pouco envelhecimento. Na taça, poucas lágrimas que desceram rapidamente. Aroma de geléia de framboesa. Na boca, um vinho equilibrado com taninos sedosos, mas creio que um pouco mais de tempo na garrafa melhore ainda mais. Tenho algumas outras em minha adega que vão aguardar um pouco mais.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fortaleza do Seival Pinot Grigio 2008

Vinho da linha miolo Fortaleza do Seival que, na minha opinião, tem produzido alguns vinhos bem trabalhados a um preço justo (embora já se veja algumas redes de supermercado praticando uma verdadeira espoliação contra o consumidor mais desavisado). A denominação pinot grigio é a denominação italiana que se dá à pinot gris francesa, variação da pinot noir. É um vinho jovem e pronto pra beber. Sua coloração é bastante clara, com reflexos de amarelo palha e esverdeado. Aromas não muito intensos, sem vestígio de madeira, predominando frutas brancas. Corpo médio e sabor bastante agradável, com retrogosto persistente. Na minha opinião, de quem tem preferência esmagadora pelos tintos, é um vinho branco encantador, sobretudo para ocasiões simples e para acompanhar um bom prato de frutos do mar ou queijos fracos, por exemplo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Trivento Merlot Malbec 2007

Honestamente, um vinho muito adequado à faixa de preços (não mais do que R$ 15,00, tendo eu adquirido-o por R$ 12,00). O fato é que são raras as alternativas nesse patamar de preços, de modo que este argentino é sempre o primeiro que me vem à cabeça, até mesmo pela facilidade de ser encontrado nos supermercados. Embora seja um vinho muito simples, não provoca a sensação de que o consumidor jogou dinheiro fora. Sem complexidade aromática, lembrando aromas herbáceos e geléias. Corpo muito magro, pouca formação de lágrimas, muito lentas. Taninos e acidez muito fracos, mas equilibrados. Pode-se tornar muito mais agradável se harmonizado adequadamente.

sábado, 18 de julho de 2009

Fortaleza do Seival Tempranillo 2006

Outro rótulo da Miolo, produtora nacional de vinhos, produzido este na Campanha Gaúcha (caracterizada por seus dias quentes e noites frias) onde vem plantando essa casta originariamente espanhola, a Tempranillo (em Portugal, Tinta Roriz e Aragonez), resultando em um vinho razoavelmente agradável ao paladar, apesar do alto teor alcoólico.
Visualmente, tem coloração rubi, com muitas lágrimas porém lentas, já denotando o alto teor alcoólico. No nariz, pude perceber um leve aroma de rosas e de especiarias (algo como o Cury), que emergem dentre os aromas de frutas vermelhas maduras. Na boca, com taninos fracos, mas achei a acidez um pouco elevada, bem como o seu teor alcoólico. Retrogosto pouco marcante, aliás, como todo o conjunto, embora seja realmente um vinho razoavelmente agradável. Vale a pena pela curiosidade de apreciar as características dessa uva em solo brasileiro.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Adega do Vale Syrah 2006

Vinho produzido no Vale do São Francisco, região que vem se destacando como uma das regiões vitivinícolas do Brasil, cuja qualidade de alguns rótulos já vem sendo reconhecida recentemente. Há muito tempo venho consumindo os vinhos da região, embora nunca tivesse experimentado esse anteriormente. Considerei um dos melhores. Um vinho muito equilibrado e razoavelmente bem elaborado, que se tratando de um syrah é coisa muito delicada de se obter. Sobretudo considerando o custo benefício. É um vinho fácil e macio. Cor vermelha rubi com reflexos atijolados, formação de lágrimas que tingiram o copo. No nariz, leve aroma de geléia de framboesas e groselhas ao longe. Na boca, confirma-se o gosto de frutas vermelhas, com os taninos bastante tímidos, o que deve agradar aos paladares menos afeitos aos vinhos secos. Corpo médio. Não sei se melhora com o tempo, o que confirmarei, já que tenho algumas garrafas de safras mais antigas, as quais ainda não abri.